
A chuva que chega ao Rio de Janeiro deixou mais uma vez a cidade apavorada, as famosas e cantadas “águas de março”, no entanto, não menos que a preocupação que a população fluminense vem tendo com o tal dos “Royalties do petróleo”.
A emenda do Deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) que estabelece uma divisão igualitária entre os estados e municípios teve no Plenário da
A chuva que chega ao Rio de Janeiro deixou mais uma vez a cidade apavorada, as famosas e cantadas “águas de março”, no entanto, não menos que a preocupação que a população fluminense vem tendo com o tal dos “Royalties do petróleo”.
A emenda do Deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) que estabelece uma divisão igualitária entre os estados e municípios teve no Plenário da Câmara aprovação de 369 votos contra 72 contrários a emenda.
Essa divisão criou um mal-estar geral, principalmente para o Rio que perdeu sete bilhões de reais anuais, seu percentual por ser produtor de 85% do petróleo nacional.
A “emenda Ibsen” é mal pensada, é uma decisão efêmera num país resoluções lentas. Essa emenda devia ter sido mais debatida , nem que seja na base do “cada ação tem uma reação”. E as reações dos cariocas estão sendo as piores possíveis.
Há tempos não vemos uma passeata que todos soubessem do que se trata. Não havia uma manifestação de cunho político de grande força no Rio. “Há males que vem para o bem”, já diz o ditado, e talvez depois desse estresse causado por Ibsen e companhia, o brasileiro pare de ser tão passivo politicamente e dê as caras como fizeram nas “diretas já” para bater.
Pelos bilhões perdidos, agora se instalou o medo do “não vamos conseguir, nem fazer os jogos olímpicos, nem a Copa.”. Lógico! Um Rio que estava tão bem em seu curso, com choque de ordem e tudo, infelizmente encontrou uma pedra em seu caminho.
Ibsen já jogou o pepino que criou nas responsabilidades da União, que por sua vez, se tomar a decisão de “reparar” o rombo feito no orçamento do estado fluminense estará tirando parte do que foi dado a cada estado pelos royalties do petróleo, ou seja, tanto barulho por nada, como só Brasília sabe fazer.
Houve até certo exagero por parte do choro do governador Sergio Cabral, mas ora, ele tomou para si, a frase que todo brasileiro sabe, afinal, “Quem não chora não mama.”, e ele ainda quer sugar para o Rio bilhões do leite preto chamado petróleo.
Na análise a ser feita para o futuro é: “E se o petróleo acabar?”. A cidade vai acabar junto? Já que os royalties entraram em discussão, seria bom dar um ponta-pé inicial num projeto mais vanguardista de modernização, re-industrialização carioca, assim como fez São Paulo, que cresceu sem o cálcio do petróleo.
O governo deve encontrar soluções cabíveis e inteligentes contra essa errônea decisão. E que seja benéfico a todos. Para que assim, como as águas de março que causam o caos na cidade, o Rio não acabe indo para o ralo.
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