
Sou extremista, oito ou 80, à La Cazuza mesmo: exagerado. Mas vocês vão concordar comigo. O que está acontecendo no mundo não é normal, não deve ser encarado como uma banalidade climática, acredito que este seja o começo do fim.
Angra dos Reis, aqui no Rio foi a vítima-mor – pelo menos para a mídia – da última grande enchente brasileira, só lá forma 52 mortes. O “feliz ano velho...” virou o “morto ano-novo” para algumas pessoas que passaram os primeiros dias do ano velando sua família. E quando a perda não foi sentimental, fora a perda material, a destruição da luta de uma vida, por conta de horas de chuva. E aí, eu não estou dizendo daqueles que morreram na pousada de luxo, mas daqueles que morreram espremidos pela lama terrena, quando a lama social os expulsaram para os altos dos morros.
Sim, porque é burguês pensarmos: “Mas porque esse pessoal foi morar lá? Eles já sabiam dos riscos”; sem sairmos da nossa zona de proteção anti-chuva. Sem pensarmos primeiro que para morarem em lugares inabitáveis, há alguns que moram em casas demasiadamente grandes que os expulsaram para os altos dos morros, como foi o caso da proliferação da favela ou mesmo daqueles que moram na beira dos rios.
E também não é de hoje que o Brasil sofre com a chuva, ou no nordeste, a falta dela. Só vejo movimentação política após a tragédia. Governantes treinados a “chora, mais um pouco, agora, pára...”, porque não estão nem aí, não foi ninguém da família deles que morreu mesmo.
O filme 2012, conta a história da destruição do mundo a partir do Maianismo, que trata do ano de 2012 como o ano que o mundo irá acabar. Na película do alemão Roland Emmerich, o diretor que mais destruiu o mundo, seja por alienigenas como os do Independence day ou pela volta da era glacial por O dia depois de amanhã, traz no filme tregedias que já estão acontecendo, só que no filme tudo é meio hollywoodiano demais, se ele fosse mais simplório seria mais real.
O filme 2012, conta a história da destruição do mundo a partir do Maianismo, que trata do ano de 2012 como o ano que o mundo irá acabar. Na película do alemão Roland Emmerich, o diretor que mais destruiu o mundo, seja por alienigenas como os do Independence day ou pela volta da era glacial por O dia depois de amanhã, traz no filme tregedias que já estão acontecendo, só que no filme tudo é meio hollywoodiano demais, se ele fosse mais simplório seria mais real.
O interessante é que vemos o caminho das catastrofes e não fazemos nada. Enquanto os pobres membros do Greenpeace esfolam-se contra os navios baeeiros, outros, desfilam com casacos de pele sem dó. E governantes que ao “tirarem o seu da reta” na Coferência em Copenhagem, deixam o mundo sem saber até quando respiraremos mais carbono do que oxigênio. A natureza mostra sua furia, seja no Rio de Janeiro, com seu ar mais abafado do que nunca, ou nos Estados Unidos ou Europa que amargam um inverno mais que rigoroso.
Não quero dar um de amante da natureza, mas acredito que devemos tomar cuidado com a natureza. Sua rebeldia é pior que bombas nucleares. Estamos rumo a 2012, só temos que rezar para que o Crito Redentor não se parta, e dizer que os Maias estavam certos, e é claro, a raça humana não acabe, porque a natureza estava aqui antes dos dinoussauros e depois deles, e ainda vai rir com a morte daqueles que mais a fizeram chorar.
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